sábado, 19 de abril de 2014

Dicas - corrente de retorno

CORRENTE DE RETORNO _ATUALIZADO 19/04/2014
É mortífera para quem se desespera quando cai em uma, mesmo estando no raso, são responsáveis por 80% dos afogamentos.

Esta é uma corrente de retorno, comum em varias praias

Corrente de Retorno
A corrente de retorno pode ter a velocidade de 2 a 3 metros por segundo e sua força chega até a parte de trás da Zona de Impacto das ondas, projetando-se para dentro do oceano.


É importante que leiam todos os cuidados constantes nesta postagem.
Para identificar uma corrente de retorno, agueiro, canal, refluxo, ressurgência, gola ou lagamar basta observar que:
Corrente de Retorno (gola,agueiro)


  • É o lugar mais escuro no mar;
  • É o lugar onde não quebra onda ou quebra uma menor quantidade de ondas;
  • É o lugar onde percebe-se um rio em direção ao mar;
  • Escavações na areia em frente às valas;
  • Água marrom e descolorada, devido à agitação da areia do fundo, causada pelo retorno das águas;
  •  Água mais fria após a linha de arrebentação, significando o retorno de águas mais profundas;
  • Local por onde o surfista experiente geralmente entra no mar;
  • Pequenas ondulações na superfície da água, causando um reboliço, em virtude da água em movimento
  • Ocupação de uma faixa maior de areia, devido ao maior volume de água, provocando uma sinuosidade ao longo da praia (boca da vala);
Corrente de retorno

O que fazer se for apanhado por um?
  • Deixar-se ir com a corrente, mantendo-se sempre à tona de água utilizando os braços e pernas para garantir a sustentação.
  • Independentemente de estar ou não em afogamento deve iniciar um pedido de ajuda para terra garantindo assim a máxima ação de segurança e possível resgate se necessário.
  •  Alguns metros mais à frente a gola perde intensidade e verifica-se que a velocidade da corrente diminuiu, neste caso deve iniciar a natação paralelamente à praia, desviando-se para o lado até deixar de sentir resistência.
  • Após verificar que não está sobre influência de correntes contrárias deve descansar boiando algum tempo e seguir nadando em direção a terra utilizando neste caso as ondas favoráveis para a sua locomoção.
  • Você pode ainda ficar boiando e pedir ajuda. Desde que você saiba manter-se na superfície, nada irá puxa-Io para o fundo.
  • Se começar a sentir cansaço deve de imediato pedir ajuda, neste caso deve-se levantar apenas um braço mexendo-o no ar.
  • Não deverá utilizar os dois braços em simultâneo ou gritar freneticamente, pois perderá rapidamente a sustentação à tona de água e aumentará o cansaço, podendo ocorrer a submersão.
  • Após sair da água deve-se  descansar e recorrer a um posto médico.

As correntes de retorno podem ser classificadas da seguinte forma:

  • Fixas: Localizadas em cantos de pedra como costões, molhes e piers, permanecem na mesma área por vários meses ou anos, pois fundo e condições físicas nesses locais sofrem poucas mudanças. São formadas pela convergência de correntes laterais para o canto de pedra ou pela ocorrência de grandes ondas que elevam rapidamente o nível de água.
  • Permanentes: ocorrem em determinados pontos das praias rasas, intermediárias e de tombo. Uma vez estabelecidas, podem durar vários dias ou meses, dependendo da movimentação de areia. São formadas por sulcos profundos escavados na areia, condições favoráveis para o retorno das águas no sentido do mar.
  • Temporárias: ocorrem em determinados pontos das praias rasas, intermediárias e de tombo. Apresentam sulcos pouco profundos, sem estabilidade e duram apenas algumas horas. Este tempo irá depender da movimentação de areia pelas correntes laterais. As ondas que se rompem colocam a areia em suspensão, facilitando o transporte dos grãos e desaparecimento dos sulcos.
  • Instantâneas: ocorrem logo após grandes séries de ondas se aproximarem da praia, trazendo um grande volume de massa líquida, formando um refluxo de água que retorna para o oceano. Não existe a formação de sulcos no fundo, desaparecendo rapidamente.  São bastante comuns nas praias de tombo devido à inclinação, e intermediárias em virtude da proximidade das ondas em relação à praia.


Fonte: Hotel Taperapuan 

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4 comentários:

  1. ja passei por isso e sem instruçao e dificil de manter a calma, nas prais deveria ter palestras e demonstrativo e ilustraçoes mostrando como sao e como agem essas correntes de retorno, principalmente no verao, instruidos os banhistas se colocariam em menos situaçoes de risco. sempre ouvi falar que sao perigosas conversei com salva vidas e todos me explicao do mesmo jeito! mais mesmo assim nao tinha noçao da dimençao e força desses fenomenos tao comuns.

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  2. Muito boa a sua matéria .Vidas podem ser salvas com este material .

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  3. Agradeço muito pelas dicas. Sei nadar bem, porem, tenho muito medo do mar. Não abuso mesmo.

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